
Sinceramente, não sei o que querem de mim. Querem que eu me mate de chorar, fique deprimida, querem que eu odeie, faça indiretas, que eu seja rude... Quero fazer todas essas coisas, e, para falar a verdade, fiz um pouco de cada, mas não posso me permitir mais do que esse um pouco. Já passou, acabou, a vida continua e eu tenho que seguir em frente com mais essa cicatriz dentro de mim. Estou tentando me manter forte, mas fica difícil sorrir e fingir que está tudo bem. E não, não é só o que aconteceu esse fim de semana. É isso e mais uma bola de neve de acontecimentos similares de uma vida inteira que agora me despedaçam, me derrubam e me fazem não ter vontade de tentar algo nunca mais. Essa para mim, foi uma última chance. A última chance, pequena esperança que eu tinha e que eu sabia que não ia acabar bem. Mas eu tinha que tentar, porque assim é o ser humano, mesmo sabendo que tudo pode acabar em desastre, ele tem que dar as caras, tem que tentar, tem que se fuder e mesmo assim não aprende, nunca aprende. Eu sinceramente, espero ter aprendido dessa vez. Não quero mais. Nunca mais. Minha vontade é, se fosse possível, sumir dessa cidade, enterrar tudo, nunca mais lembrar e começar uma vida nova, sozinha, sempre sozinha, pois assim eu não me machucaria nunca mais.
Tenho raiva, muita raiva, de mim, por ter me permitido me meter nessa encrenca, por ter acreditado em algo que eu sabia que não iria dar certo, por ter me arriscado, por ter quebrado uma promessa que havia feito a mim mesma mais cedo naquele dia, mas também tenho raiva de você, pois você poderia ter ficado quieto, não precisava ter aberto a boca, pois se você não tivesse agido, tudo estaria bem agora. Eu estaria brigando comigo mesma, com as minhas vontades, mas pelo menos, nada disso teria acontecido. Tenho raiva por você ter me pressionado, pois eu queria conversar antes de dar uma resposta, mas você não quis. Quis uma resposta imediata, mas se houvéssemos conversado as coisas poderiam ser diferentes independente do caminho que tivessem tomado. Quero que você suma. Não quero saber se você está bem ou não, não me importo mais com isso, me importo só comigo agora, pois é que sempre foi e é assim que tem que ser. Eu, sozinha. Mas sabe, não vou fazer isso. Continuarei aqui, sobrevivendo, respondendo suas mensagens, saindo com você, sendo educada, mas não espere mais do que isso. A Noelle que você conheceu não existe mais para você. Ela morreu.
Trabalho. Será assim agora. Só trabalho.
Listening to: "Just Tonight" - The Pretty Reckless
"I'll pretend I'm fine."